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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Armorial dos Grão Mestres


Um assunto que sempre gerou grande interesse aos estudiosos da Ordem Lazarista foi a sua longa lista de Grão-Mestres. Não há dúvida de que este trata-se do mais completo Armorial dedicado aos Grão Mestres da Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém.
Os seguintes Brasões d'Armas foram criados pelo Príncipe Andre Galli della Loggia, contém o seu Selo e são de sua propriedade. Para visualisar este armorial na versão antiga, clique aqui.


BLOSONÁRIO DOS GRANDES MESTRES DA ORDEM DE CAVALARIA HOSPITALÁRIA DE SÃO LÁZARO DE JERUSALÉM.

Descrição e interpretação/criação Heráldica dos Brasões d’Armas, Conde Andre Galli della Loggia, Cavaleiro da Ordem de Cavalaria Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém.
Baseado em manuscritos do século XVIII por Claude Chevalier Dorat de Chameuelles e Vincent Chevalier Thomassin no Arquivo Nacional francês, com pesquisas adicionais por Chevalier James J. Algrant y Cañete e Jean Chevalier de Saint Vincent de Beaugourdon para a História da Ordem e Armorial "Ordo Sancti Lazari MCMLXXXIII ".

Após o nome de alguns Grão Mestres há um numeral que serve para melhor identificá-los dentro da listagem, embora tais numerais não sejam mais utilizados oficialmente pela Grão Magistério.


I. Bem-Aventurado Blessed de Gerard (1080-1118) 
Mestre da Ordem Hospitalar de Jerusalém, desta forma sendo o I Grão-Mestre da Ordem Hospitalar de São João.
Também conhecido como Gerard de Tum, Tom, Thoms, Tunc, Tenque, todos os quais estão em erro e são derivadas de uma leitura defeituosa de um manuscrito do século XVI. Seu nome é muito mais provável que tenha sido Martigues de Gerard, a partir da localidade em Provence onde ele nasceu. O brasão atribuído a ele pelo heraldista, Dorat de Chameulles, são os da família de Saint Didier. Um historiador do século XVI afirma, sem um pingo de prova, que Gerard é provindo desta família.
Brasão d'Armas: Blau, um leão rompante de argenta.


II. Frei Boyant Roger (1118-1131)
Até 1120, Reitor do Hospital de São João. Vários Nobres tiveram um nome semelhante ao seu, tais como Rosiers, Rousiers ou Roses, o que nos dificulta desvendar de quando está-se tratando realmente de Roger.
Brasão d'Armas: Campo de blau, carregado de três rosas d'ouro, folhadas de sinopla, postas em 2-e-1.


III. Jean I (1131-1153)
Sobrenome e brasão são desconhecidos.



IV. Barthélémy (1153-1154)
Sobrenome e brasão são desconhecidos.



V. Itier, ou Heitor (1154)
Sobrenome e brasão são desconhecidos.



VI. Frei Hughes de Saint Paul (1155-1157)
Alguns autores ou tratarem a respeito do VI Grão-Mestre da Ordem de Lázaro parecem ter esquecido de mencionar suas Armas. Proveniente de uma família de Cadavène, de que eram proprietários de Saint Paul, Artois.
Brasão d'Armas: De blau, cinco fardos de feno, ao natural, em ouro, postos em 1-3-1.



VII. Frei Raymond I
Raymond du Puy (1157-1159)
Foi o II Grão-Mestre da Ordem de São João (Ordem de Malta), pois ocupou o Grande Magistério deixado por Blessed de Gerard. Assim como todos os seus predecessores, contraiu o mal da lepra, e teve de abandonar as suas funções junto a Ordem de São João, e juntou-se a Ordem de São Lázaro, na função de Grão-Mestre.
Também como todos os Cavaleiros da Ordem Hospitalar de São Lázaro, Raymond du Puy era proveniente de uma família nobre, a família du Puy, originária da França.
Brasão d'Armas: Campo d'ouro, carregado d'um leão de goles, rompante.



VIII. Rainier I (1159-1168)
Sobrenome e brasão são desconhecidos.


IX. Raymond II, (1168)
Sobrenome e brasão são desconhecidos.


X. Frei Gerard de Montclar (...1169...)
Proveniente da nobre Casa de Montclar, natural da França.
Brasão d'Armas: De blau. Chefe d'ouro.


XI. Bernard
Sobrenome e brasão são desconhecidos, bem como a data em que Regeu a Ordem.


XII. Frei Gautier de Neufchâtel ou de Châteauneuf (?-1228)
Não sabe-se exatamente quando iniciou sua Regência sobre a Ordem Hospitalária de São Lázaro, apenas que parece ter sido Comandante de um pelotão de Cavaleiros da Ordem, antes de tornar-se o Grão-Mestre.
Proveniente de uma nobre família da região de Forez, França, não tem-se certeza da grafia correta de seu patronímico, ora dito Neufchâtel , oura mencionado como Châteauneuf.
Brasão d'Armas: Campo de goles, carregado de três castelos d'ouro, postos em 2-e-1. 


XIII. Raynaud de Flory (1228-1254)
Controvérsias rondam seu Grande Magistério, a começar pela data que o teria iniciado. Uma corrente afirma que teve início em 1228, outra que só foi inaugurado em 1234.
Outra controvérsia é a origem de sua família. Alguns autores afirma que era proveniente da família Flory do Reino Latino de Jerusalém, outros afirmam que provinha da família Flory de Cambrai, França. O mais provável é que era provindo da família Flory de Fouqueroi, da qual vieram vários priores franceses da Ordem do Hospital de São João. 
Durante o seu Magistério ocorreu a desastrosa Batalha de Gaza, onde os Cavaleiros Lazaristas batalharam pela posse da região com um exército muçulmano. Todos os Cavaleiros Lazaristas que lutaram foram mortos durante o combate.
Brasão d'Armas: Campo de blau, carregado de um chaveirão, tendo em campanha uma bolota de carvalho, e em chefe duas estrelas, tudo d'ouro.



XIV. Jean II
Jean de Meaux (1254-1277)
Diferente dos demais, não teve o título de Grão-Mestre da Ordem, somente de Vigário Geral.
Brasão d'Armas: De argenta com uma faixa de goles.



XV. Thomas de Sainville (1277-1312).
Parece não ter sido contaminado pelo mal da lepra, o que pode indicar que fora o primeiro Grão-Mestre da Ordem Hospitalária de São Lázaro a ter seu Magistério sem o contágio pela doença.
Brasão d'Armas: Campo d'ouro, carregado d'um urso rompante de sable, com uma focinheira de goles.



XVI. Adam de Veau (1312-1342)
Brasão d'Armas: D'ouro, carregado d'um leão rompante de blau.



XVII. Jean III
Jean de Paris (1342-1349)
Brasão d'Armas: De argenta, três javalis passantes, de sable, em 2-e-1.



XVIII. Jean IV
Jean de Couraze (1349-1355)
Erroneamente chamado de Jean de Couras. Existem controvérsias quanto a duração de seu Magistério.
Brasão d'Armas: Esquartelado, 1 e 4, de goles, com uma argola de argenta. 2 e 3 d'ouro, com dois touros passantes, de goles.



XIX. Jean V
Jean le Conte (1355-1368)
Brasão d'Armas: De argenta, três cabeças de grifo, em 2-e-1, ao centro uma mosqueta, tudo de sable.



XX. Jacques de Besnes, ou de Baynes (1368-1384)
Brasão d'Armas: De argenta, um leão de sable rompante, e sobretudo uma banda da goles.
ou
Brasão d'Armas: Esquartelado, Primeiro, de blau, carregado de três flores-de-lis d'ouro, e um bastão em contrabanda de goles. Segundo, d'ouro, com um castiçal de seis braços de goles. Terceiro fuzelado de goles e argenta. Quarto, enxadrezado d'ouro e goles. Sobretudo, um escudete de argenta, carregado de um leão rompante de sable, e uma banda de goles. (Para ver este Brasão clique aqui)



XXI. Pierre de Reaux (1413-1454)
Diversas variantes da família de Reaux reclamam o parentesco com o XXI Grão-Mestre da Ordem Hospitalária. O mais provável é que pertença a família de Reaux que residia na localidade de Boësses, perto de Puiseaux, região de Orleãns.
Brasão d'Armas: De argenta, uma faixa de goles, carregada de três argolas do campo.



XXII. Guillaume dês Mares (1454-1469)
Provinha de uma família da Normandia.
Brasão d'Armas: Campo de blau, carregado de uma cruz movente d'ouro, sobretudo uma banda de goles.



XXIII. Jean VI
Jean le Cornu (1469-1493)
Brasão d'Armas: D'ouro, uma cabeça de cervo de goles, voltada para a destra, acompanhada de uma águia bicéfala de sable, em chefe.



XXIV. François I
François d'Amboise (1493-1500)
Sobrinho de Aimery d'Amboise, Grão-Mestre da Ordem de São João de Malta.
Brasão d'Armas: Seis palas, três d'ouro, três de goles.



XXV. Agnan de Mareul (1500-1519)
Brasão d'Armas: D'ouro, cinco faixas de goles.



XXVI. François II
François de Bourbon, Conde de Saint Paul (1519-1521)
Foi apenas Grão-Mestre titular, jamais exercendo efetivamente o Grande Magistério. Seu nome é apenas citado nesta lista, pois assim se encontrava em 1521, em uma list que o descrevia como o Comandante da Comenda de Boigny.
Pertencia a Ramo dos Bourbon-Vendôme, e tornou-se Duque d'Estouteville, por seu casamento em 1531, depois de renuncia ao Magistério da Ordem.
Brasão d'Armas: As da França, com a diferença de um bastão de goles em banda no centro.



XXVII. Claude I
Claude de Mareaul (1521-1524)
Sobrinho de Agnan de Mareaul, XXV Grão-Mestre da Ordem.
Brasão d'Armas; D'ouro, cinco faixas de goles.



XXVIII. Jean VII
Jean le Conti (1524-1557)
Brasão d'Armas: D'ouro, carregado d'um leão de goles rompante, com três bandas de veiros.
ou
Brasão d'Armas: D'ouro, carregado d'um leão de goles rompante, com uma banda de veiros. (Para ver este Brasão clique aqui


Pelo espaço de tempo de meio século a Soberana Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém, Acre e Boigny foi reunida à Soberana Ordem Militar e Hospitalar de São João de Jerusalém, Acre e Malta.



XXIX. Frei Jean VIII
Jean de Levis (1557-1564)
Sendo Cavaleiro da Ordem de São João de Malta, foi feito Grão-Mestre da Ordem Hospitalária de São Lázaro pela Bula Papal NOS IGITUR.
Brasão d'Armas: Esquartelado, 1º e 4º de argenta, com uma cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro, 2º e 3º d'ouro, com três chaveirões de sabe.



XXX. Frei Michel I
Michel de Sèvre (1564-1578)
Também foi Cavaleiro da Ordem de Malta, e juntamente com seus sucessores, Salvati e Chastes, foi um dos Grão-Mestres mais notáveis da Ordem Hospitalária de São Lázaro.
Brasão d'Armas: Esquartelado, 1º e 4º de argenta, com uma cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro, 2º e 3º de argenta, com uma cruz de blau carregada de um pequena cruz do campo, acompanhada aos flancos de quatro flores-de-lis de sable.




XXXI. Frei François III
François Salvati (1578-1586)
Foi parente da Rainha Catarina de Médici. Em seu Magistério regulou-se pela primeira vez a norma de Heráldica que ditou as regras para os brasões d'armas dos Grandes Maestros.

Brasão d'Armas: Esquartelado, 1º e 4º de argenta, com uma cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro, 2º e 3º de goles, carregado de três rastéis de argenta, postos em 2-e-1. 



XXXII. Frei Michel I
Michel de Sèvre (1589-1593)
Foi o XXX Grão-Mestre da Ordem. Quando renunciou a favor de Salvati, manteve alguns dos privilégios Magistrais. Quando Salvati renunciou, tratou de reassumir seu antigo cargo.



XXXIII. Frei Armand de Clermond ou de Chastes (1593-1603)

Brasão d'Armas: Esquartelado, 1º e 4º de argenta, com uma cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro, 2º e 3º esquartelado, 1º e 4º de goles, carregado de uma chave de argenta em banda. 2º e 3º  de blau, carregado de uma flor-de-lis d'ouro.




XXXIV. Frei Carlos I
Carlos de Gayand de Monterolles (1603-1604)
Era sobrinho de Armand de Clermont, e segundo Gautier de Sibert, assumiu o Grande Magistério em 1599.
Brasão d'Armas: Esquartelado, 1º e 4º de argenta, com uma cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro, 2º e 3º de Blau, carregado de um chaveirão d'ouro, acompanhado de duas crescentes de argenta em chefe, e de uma águia bicéfala d'ouro em campanha.



Em 1572, o Santo Padre o Papa Gregório XIII juntou o ramo italiano da Ordem, à Ordem de São Maurício, pertencente a Casa de Savóia formando a Ordem dos Santos Maurício e Lázaro.

Em contrapartida, em 1604, o Rei Henrique IV da França, pôs o restante da Ordem espalhada pelo mundo sob sua proteção, e tornou a Ordem de São Lázaro Protetorado da Coroa Francesa. Em 1608 a Reuniu à Ordem de Nossa Senhora do Monte Carmelo, junção essa só desfeita em 1814.
  




XXXV. Philibert, I Marquês de Nerestang (1604-1620)
Já era Grão-Mestre da Ordem quando da União com a de Nossa Senhora do Monte Carmelo. 
Brasão d'Armas: Esquartelado, 1º e 4º de argenta, com uma cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro, 2º e 3º de blau, carregado de três estrelas de argenta em banda, acompanhadas de três bandas d'ouro, uma acima, duas abaixo.




XXXVI. Claude II
Claude, II Marquês de Nerestang (1620-1639)
Filho do Precedente.
Brasão d'Armas: Esquartelado, 1º e 4º de argenta, com uma cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro, 2º e 3º de blau, carregado de três estrelas de argenta em banda, acompanhadas de três bandas d'ouro, uma acima, duas abaixo.





XXXVII. Carlos II
Carlos, III Marquês de Nerestang (1639-1644)
Filho de Claude.
Brasão d'Armas: Esquartelado, 1º e 4º de argenta, com uma cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro, 2º e 3º de blau, carregado de três estrelas de argenta em banda, acompanhadas de três bandas d'ouro, uma acima, duas abaixo.





XXXVIII. Charles-Acille, IV Marquês de Nerestang (1645-1673)
Irmão de Charles, dito o último dos Nerestang.
Brasão d'Armas: Esquartelado, 1º e 4º de argenta, com uma cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro, 2º e 3º de blau, carregado de três estrelas de argenta em banda, acompanhadas de três bandas d'ouro, uma acima, duas abaixo.




XXXIX. Michel II
Michel le Tellier, Marquês de Louvois (1673-1691)
Não foi Grão-Mestre da Ordem, e sim foi Vigário Geral. Nomeado pelo Rei Luís XIV, possuía todos os direitos Magistrais, exceto as Marcas Exteriores da Magistratura, como o Brasão esquartelado. 

Luís XIV não lhe permitiu portar o Brasão como os dos Grão-Mestres, esquartelado com as Armas da Ordem, somente com  a Cruz de São Lázaro em Chefe. Secretamente, o Marquês de Louvois valia-se do Brasão Magistral, como provam os livros que restaram de sua biblioteca particular, todos carimbados com o seu brasão feito à moda dos Grão-Mestres.
Brasão d'armas: De blau, três lagartos de argentas, postos em 2-e-1. Chefe de goles, com três estrelas d'ouro, e sobre este, outro chefe, de argenta, com a Cruz de sinopla.




XL. Philippe de Courcillon, Marquês de Dangeau (1693-1720)
Brasão d'Armas: Esquartelado, 1º e 4º de argenta, com uma cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro, 2º e 3º de argenta, uma banda de fuzelos de goles, acompanhada de um leão romante de sable à sinistra.




XLI. Louis I
Luís de Bourbon, Duque de Valois (1720-1752)
Brasão d'Armas: Esquartelado, 1º e 4º de argenta, com uma cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro, 2º e 3º de blau, com três flores-de-lis d'ouro, em 2-e-1, Armas da França, e um lambel de argenta de três braços movente.




XLII. Luís II
Luís XVI da França, Duque de Berry (1752-1773)
Luís XVI, Rei de França, foi Grão-Mestre da Ordem de Cavalaria Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém quando Duque de Berry, renunciando suas funções quando tornou-se o Delfim da França, pois ambas as atividades eram incompativeis pela questão do tempo gasto para exercê-las.
Brasão d'Armas: Esquartelado, 1º e 4º de argenta, com uma cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro, 2º e 3º esquarteladas, com as Armas da França, esquarteladas com as Armas do Ducado de Berry.




XLIII. Luís III
Luís XVIII da França, Conde da Provença (1773-1824)
Fora Grão-Mestre da Ordem quando Conde da Provença, porém, como jamais nomeou outro Grão-Mestre para a Ordem, deve ser contado como Grão-Mestre até a sua morte em 1824.
Brasão d'Armas: Esquartelado, 1º e 4º de argenta, com uma cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro, 2º e 3º esquartelado. 1º e 4º as Armas da França, 2º e 3º de blau, com uma flor-de-lis d'ouro, acompanhada de um lambel movente de três braços, cozido de goles.

ADMINISTRAÇÃO DO PRÍNCIPE DE CHÂTRE

A Partir de 1814, quando Luís, Conde da Provença, e então já Delfim da França e Rei Legitimiesta da França no Exílio, torna-se o Rei Luís XVIII da França, chama um Cavaleiro Lazarista de Sangue Nobre para Administrar a Ordem em seu Nome. o Cavaleiro Escolhido foi Claude-Louis, Príncipe de La Châtre, que Regeu a Ordem em Nome do Grão Mestre Rei Luís XVIII da França entre 1814 e 1824. 



Claude-Louis, Príncipe de La Châtre, Administrador em nome do Rei Luís XVIII da França, Grão Mestre da Ordem (1814-1824)
Brasão d'Armas: De goles, uma cruz ancorada de veiros. Chefe de argenta com a Cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro. 


Em 1824, com a morte sem sucessores junto a Ordem, de Luís XVIII, a Ordem passa a ser regida por um Conselho formado pelos Priores e pelos Cavaleiros Hospitalários. A Ordem de São Lázaro de Jerusalém é formalmente separada da Ordem Militar de Nossa Senhora do Monte Carmelo, que deixa de existir. Entre 1824 a 1859 assume a Chefia da Ordem Charles Beaumont, Marquês d'Autichamp, com o posto de Vigário Geral.


I Vigário Geral. Jean Louis de Beaumont, Marquês d'Autichamp (1824-1831).
Assume a Chefia da Ordem após a morte do Grão Mestre Rei Luís XVIII, abaixo da Real Proteção dos Reis Carlos X e Henrique V.
Brasão d'Armas: De goles, uma faixa de argenta, carregada de três flores-de-liz de blau. Chefe de argenta com a Cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro. 

 
II Vigário Geral. Joseph-Bon, Barão de Dacier (1831-1833).
Brasão d'Armas: De blau, uma contra-banda cozida de goles, carregada d'uma estrela de argenta, tendo ao centro um besante do mesmo. Acima da contra-banda um Y d'ouro, e abaixo três triângulos de argenta, vazios. Chefe de argenta com a Cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro. Timbre: o capelo dos Barões do Império Francês.  

 
III Vigário Geral. Auguste-Francois, Barão de Silvestre (1933-1841).
Brasão desconhecido




No ano de 1841 o Patriarca da Igreja Católica Melquita Grega é convidado a ser o Protetor Espiritual da Ordem, para com isso, restabelecer uma conexão tangível com as raízes do início da Ordem, em Jerusalém.




Patriarcas da Igreja Católica Greco-Melquita que governaram a Ordem como Vigários Gerais entre 1841 e 1930.

 
IV Vigário Geral. Patriarca Maximos III Mazloum (1841-1855)

V Vigário Geral. Patriarca Clément Bahous (1855-1864)
Brasão desconhecido

VI Vigário Geral. Patriarca Gregorius II (1864-1897)
Brasão desconhecido

VII Vigário Geral. Patriarca Pierre IV (1898-1902)
Brasão desconhecido

VIII Vigário Geral. Patriarca Cyrille VIII (1902-1910)
Brasão desconhecido




Em 1910 o Conselho de Oficiais voltou a Governar a Ordem, ainda abaixo da proteção dos Patriarcas Catolico-Melquitas. Em 1930 ouve uma tentativa de recriar o sistema Grão-Magistral, através da Eleição de Dom Francisco de Paula de Bourbon y de La Torre, Duque de Sevilha.




XLIV. Dom Francisco IV
Francisco de Paula de Bourbon y de La Torre, Duque Consorte de Sevilha (1930-1952)

Anteriormente Grão-Prior da Espanha. Primo do Rei Alfonso XIII da Espanha, e da IV Duquesa de Sevilha, com quem contraiu matrimônio.

Brasão d'Armas: Esquartelado, 1º e 4º de argenta, com uma cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro, 2º e 3º as Armas dos Bourbon de Espanha. Lema: ATAVIS ET ARMIS.


XLV. Dom Francisco V
Francisco Enrique de Bourbon y de Bourbon (1952-1967).
Filho do precedente e da IV Duquesa de Sevilha. Com o falecimento de sua mãe, preferiu renunciar a seu direito ao título de Duque de Sevilha em favor de seu filho, Francisco de Paula de Bourbon y Escasany, V Duque de Sevilha, e mais tarde 48º Príncipe Grão Mestre desta Ordem da Milícia e do Hospital de São Lázaro.
Brasão d'Armas: Esquartelado, 1º e 4º de argenta, com uma cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro, 2º e 3º as Armas dos Bourbon de Espanha. Lema: ATAVIS ET ARMIS.



Pierre Timoléon de Cossé, XII Duque de Brissac. Administrador da Ordem em Nome do Grão Mestre Francisco V (1956- 1960).
Brasão d'Armas: De sable, três faixas d'ouro dentadas. Chefe de argenta com a Cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro. 


XLVI. Charles-Philippe d'Orleans, Duque d'Alençon (1967-1970)
Charles-Philippe d'Orleans, Duque d'Alençon fora Eleito Grão-Mestre da Ordem após a renúncia do Duque Francisco Enrique de Bourbon y de Bourbon, em 1967. Não tinha vocação para o Grande Magistério, o que levou a desestruturação da Ordem de São Lázaro.
Brasão d'Armas: Esquartelado, 1º e 4º de argenta, com uma cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro, 2º e 3º as Armas dos Bourbon d'Orleans.

Após a renúncia, em 1970, do Duque d'Alençon, a Ordem dividiu-se em duas Obediências, uma sediada em Malta, que reconhecia como Grão-Mestre o Duque de Sevilha, e a outra em Paris, que reconhecia como Grão-Mestre o Duque de Brissac.

O Grão Priorado do Brasil permaneceu sempre ligado à Obediência do Duque de Sevilha, dita "Obediência de Malta", agora conhecida por "Obediência de Malta-Sevilha".



XLVII. Dom Francisco V
Francisco Enrique de Bourbon y de Bourbon (1970-1995).
É Eleito em novo Capítulo Geral da Ordem, após a renúncia do Duque D'Alençon, por isso é tido também como 47 Grão-Mestre.



XLVIII. Dom Francisco VI
Francisco de Paula de Bourbon y Escasany, V Duque de Sevilha (1996-2008).
Filho de Francisco Enrique de Bourbon, e neto da IV Duquesa de Sevilha, a quem sucedeu ao título após a renúncia do pai.
Brasão d'Armas: Esquartelado, 1º e 4º de argenta, com uma cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro, 2º e 3º as Armas dos Bourbon de Espanha. Lema: ATAVIS ET ARMIS.


XLIX. Dom Carlos III
Carlos Gereda de Bourbon, Marquês Consorte de Almanzán (2008- ?)
Marido da XV Marquesa de Almanzán, Dom Carlos Gereda de Bourbon nasceu em Montevidéu, no Uruguai, onde seus pais foram viver após a Guerra Civil Espanhola. Ainda muito criança voltou com os pais para a Espanha, sendo educado em colégios internos na Inglaterra.
Empresário reconhecido por sua ousadia, o Marquês de Almanzán deixou suas empresas e propriedades para dedicar-se de modo integral a Ordem quando fora eleito o 49 Grão Mestre.
Brasão d'Armas:  Primeiro e quarto, campo de argenta, com uma Cruz de sinopla, para a Ordem de São Lázaro. Segundo e terceiro partido, primeiro de blau, com um castelo de argenta acompanhado de 12 estrelas de seis pontas d'ouro em orla, bordadura de enxadrezado de blau e argenta em duas linhas. Segundo as Armas dos Bourbon de Espanha. Em abismo as Armas do I Marquês de Almanzán. Lema: ATAVIS ET ARMIS.  

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